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15/2/399
a.C. O filósofo grego Sócrates é sentenciado à morte por ingestão de cicuta

Sócrates foi um dos maiores pensadores do período clássico da Grécia Antiga. Acusado de corromper a juventude com a sua filosofia e introduzir novas entidades divinas, negando os deuses da pátria, foi condenado à morte por suas atividades.

As acusações que lhes foram impostas encobriam profundos ressentimentos dos poderosos da época. Ânito, por exemplo, o mais importante dos acusadores, desejava vingar-se do filósofo, pois este o havia recriminado publicamente por não querer a educação do filho.

Para Platão — o mais conhecido discípulo de Sócrates —, o pensador recebeu a condenação não por razões religiosas, mas por questões evidentemente políticas. De fato, Sócrates mostrou, mediante palavras e atos, a sua obstinada repulsa aos governos democráticos. O castigo pedido para o filósofo foi a pena de morte, contudo, acredita-se que, na verdade, o propósito dos acusadores não era executá-lo, mas persuadi-lo a abandonar Atenas antes que o processo continuasse.

As acusações foram apresentadas a um tribunal constituído por 501 cidadãos atenienses e Sócrates foi considerado culpado. Seguindo a lei da época, o réu pôde sugerir uma pena alternativa, no entanto, ao invés de escolher o exílio, preferiu propor o pagamento de uma multa irrisória. Esta atitude irritou o tribunal que determinou sua morte. Ao que parece, a execução foi uma opção do próprio filósofo, visto que evitá-la através de concessões pareceria reconhecer a sua culpa.

Após ficar preso por 30 dias, Sócrates ingeriu o veneno, a cicuta, falecendo aos 71 anos de idade. Um relato comovente de sua morte encontra-se na obra Fédon, de Platão.