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1/11/1936
Benito Mussolini descreve a aliança entre Alemanha nazista e Itália como o eixo Berlim Roma

Benito Mussolini (1883-1945), ditador italiano e líder do movimento fascista. Ganhou destaque nacional por sua oposição à Guerra da Líbia.

Logo após o início da Primeira Guerra Mundial, Mussolini tornou-se nacionalista e juntou-se às intervenções pró-Aliados. O Partido Socialista, que fazia oposição a qualquer participação nacionalista na Guerra, expulsou Mussolini. Ele, então, fundou seu próprio partido, o Popolo d'Itália. No período pós-guerra, Mussolini organizou seus seguidores no Fasci di combattimento, que defendia o nacionalismo agressivo e fazia oposição violenta ao Comunismo e ao Socialismo.

Entre greves, agitação social e parlamento em colapso, Mussolini pregou o uso da força na restauração da ordem e a prática de terrorismo com grupos armados. Em 1921, ele foi eleito para o parlamento e o Partido Fascista Nacional foi oficialmente organizado.

Apoiado pelos nacionalistas, em outubro de 1922, Mussolini enviou os Fascistas para a Marcha sobre Roma. O rei Vitor Emmanuel III permitiu que eles entrassem na cidade e chamou Mussolini, que tinha permanecido em Milão, para formar um gabinete. Como novo primeiro-ministro, ele gradualmente transformou o governo em uma ditadura.

O governo parlamentar terminou em 1928 e a economia foi reorganizada de acordo com o estado corporativo fascista. Os conflitos entre a igreja e o estado terminaram com o Tratado de Latrão, em 1929. Mussolini era chamado de Duce (líder) por seus seguidores. O estímulo dado à natalidade italiana, que já era alta, seus projetos imperialistas e a incitação a grupos de extremo nacionalismo criaram uma situação explosiva.

O isolamento diplomático de Mussolini após os ataques à Etiópia levou a Itália a se aproximar da Alemanha. Em 1936, Hitler e Mussolini ajudaram Francisco Franco, na Guerra Civil Espanhola. O eixo Roma-Berlim foi fortalecido por uma aliança formal. Em 1939, Mussolini ordenou a ocupação italiana na Albânia. Sob pressão alemã, ele inaugurou a política anti-semita na Itália. A Itália entrou na Segunda Guerra após a queda da França.

O fracasso do exército italiano na Grécia e na África e uma iminente invasão da Itália pelos Aliados causaram uma rebelião dentro do Partido Fascista. Em julho de 1943, o grande conselho fascista se recusou a suportar sua política e Mussolini foi demitido e preso pelo rei. Foi solto dois meses depois pelo partido alemão de salvamento. Com o colapso da Alemanha, Mussolini foi novamente capturado. Foi executado em 25 de abril de 1945.

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