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25/6/1991
Croácia e Eslovênia proclamam independência da Iugoslávia

A Croácia era uma província da Pannonia. Em 925, os croatas derrotaram os bizantinos e estabeleceram seu próprio reino independente, alcançando seu auge no século XI. A guerra civil de 1089 resultou na conquista do país pelos húngaros, em 1091. A assinatura do Pacto de Convenção pelo chefe tribal da Croácia e o rei da Hungria, em 1102, uniu politicamente as duas nações sob a monarquia húngara, mas a Croácia manteve sua autonomia.

Após a derrota da Hungria pelos turcos, na Batalha de Mohács, em 1526, a Croácia elegeu o arquiduque austríaco, Ferdinando de Hapsburg como rei. Após o estabelecimento do império Austro-Húngaro, em 1867, a Croácia tornou-se parte da Hungria, até o colapso do império, em 1918, com a derrota na Primeira Guerra Mundial.

Em outubro de 1918, a Croácia proclamou sua independência e aderiu a união com Montenegro, Sérvia e Eslovênia para formar o reino dos sérvios, croatas e eslovenos. O nome mudou, em 1929, para Iugoslávia. Quando a Alemanha invadiu a Iugoslávia, em 1941, os croatas tornaram-se fantoches nazistas. Os croatas nazistas, os Ustachi, assassinaram inúmeros sérvios e judeus durante a Guerra.

Após a derrota alemã, em 1945, a Croácia se transformou em uma república da recém reconstituída nação comunista da Iugoslávia, porém o nacionalismo croata continuou. Após a morte do líder iugoslavo, Tito, em 1980, as exigências dos croatas para a independência se intensificaram. Em 1990, foram asseguradas eleições livres e o Partido Nacionalista venceu com Franjo Tudjman. Em junho de 1991, o Parlamento Croata declarou independência da Iugoslávia. Seis meses de intensivas lutas contra o exército da Iugoslávia custaram milhares de vidas.

Um cessar-fogo foi organizado pela ONU, em janeiro de 1992. O Conselho de Segurança aprovou o envio de 14 mil membros da força de manutenção da paz para monitorar o acordo e proteger a minoria sérvia.

Em uma operação relâmpago, o exército croata tomou o oeste da Eslovênia, em maio de 1995. Em agosto, a região central croata de Krajina, dominada pelos sérvios, retornou para o controle de Zagreb. Em dezembro de 1999, Tudjman morreu. Menos de um mês depois, seu partido, União Democrática Croata (HDZ), foi derrotado pela coalizão reformista de centro-esquerda, liderada por Ivica Racan. Porém, nas eleições de novembro 2003, o HDZ retornou ao poder com Ivo Sanader. Em 2003, a Croácia entrou na União Europeia.

A Eslovênia tornou-se parte do Império Romano no primeiro século da era cristã. Quando a Hungria foi derrotada pelos turcos, Eslovênia e Croácia tornaram-se parte do império Austro-Húngaro. Com a derrota da Áustria-Hungria na Primeira Guerra Mundial, a Eslovênia declarou sua independência, unindo-se a Montenegro, Sérvia e Croácia, em dezembro de 1918, no reino dos sérvios, croatas e eslovenos, posteriormente, Iugoslávia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha ocupou a Iugoslávia e a Eslovênia foi dividida entre Alemanha, Itália e Hungria. Com o fim da guerra, a Eslovênia voltou a ser uma república da Iugoslava. Na década de 1980, a Eslovênia exigiu maior autonomia. A Eslovênia declarou a independência da Iugoslávia, em junho de 1991. Com reconhecimento de sua independência concedido pela Comunidade Europeia em 1992, o país começou a reorganizar sua economia e sociedade em direção a Europa ocidental.

A Eslovênia uniu-se à UE e à OTAN em 2004.