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7/10/2001
Forças americanas e britânicas começam a ofensiva contra o governo talibã

O Talibã governou o Afeganistão de 1996 a 2001. O regime chegou ao poder após uma longa guerra civil. Embora tenha conseguido dominar 90% do país, sua política - incluindo o tratamento dado às mulheres e o apoio a terroristas - isolou o Afeganistão do resto do mundo.

O Talibã foi formado para combater a ocupação soviética no Afeganistão. Em 1994, um grupo talibã foi escolhido pelo governo paquistanês para proteger um comboio que tentaria abrir uma rota comercial do Paquistão à Ásia Central. Em 1996, o Talibã tomou Cabul, capital do Afeganistão. O regime, liderado pelo Mullah Muhammad Omar, manteve o controle do território através de uma interpretação muito limitada da Lei Islâmica.

Execuções públicas e castigos tornaram-se eventos comuns nos estádios de futebol. Para evitar influências contrárias ao islamismo, televisão, músicas e Internet foram proibidas. Os homens foram obrigados a usar barba. As mulheres foram proibidas de estudar e de trabalhar fora e só podiam sair de casa acompanhadas por algum homem da família.

O Talibã lucrou com operações de contrabando (principalmente eletrônico) e com o cultivo de ópio. Embora o regime tivesse o apoio da maioria afegã, não conseguiu acabar com a guerra civil no país, que durou até o final de 2001.

Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes cortaram relações diplomáticas com o Afeganistão. O Talibã havia permitido acampamentos de treinamentos terroristas no país, além de servir de refúgio para Osama Bin Laden. O conselho de segurança da ONU exigiu que o regime parasse de dar apoio aos terroristas e entregasse Bin Laden.

As exigências da ONU foram ignoradas pelo Talibã. Em outubro, os EUA começaram uma ofensiva contra o Afeganistão. Em novembro do mesmo ano, as forças americanas tomaram Cabul e em dezembro o regime foi deposto pelo exército dos EUA e por forças de oposição afegãs, em resposta aos ataques terroristas do 11 de setembro.

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