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3/7/1962
Independência da Argélia

A Argélia tornou-se colônia do Império Romano. Conquistada pelos Vândalos, aproximadamente no ano de 440, foi ocupada pelos árabes em 650. Cristãos durante o período romano, os nativos berberes foram convertidos ao islã. Após numerosos conflitos, a Argélia foi anexada ao Império Otomano e sua costa serviu, durante três séculos, de base para corsários.

Com o pretexto de livrar a região dos ataques piratas, a França invadiu a Argélia, em 1930, conseguindo anexá-la em 1848. Movimentos argelinos de independência levaram a intensas rebeliões entre 1954 e 55. Em 1962, o presidente francês Charles de Gaulle iniciou as negociações de paz e, em julho do mesmo ano, a Argélia proclamou sua independência.

Em outubro de 1963, Ahmed Ben Bella foi eleito presidente e o país tornou-se socialista. Bella foi deposto através de um golpe militar, em junho de 1965, liderado por Houari Boumédienne que assumiu a presidência, suspendeu a constituição e buscou restaurar estabilidade econômica. Boumédienne foi sucedido por Chadli Bendjedid, em 1978.

A Argélia enfrentou uma profunda recessão na década de 1980, quando o preço do petróleo despencou. O movimento fundamentalista Frente Islâmica de Salvação conseguiu a maioria dos votos nas eleições parlamentares de 1991. O Exército cancelou as eleições e mergulhou o país em uma sangrenta guerra civil. Estima-se que 100 mil pessoas tenham sido assassinadas pelo terrorismo islâmico desde o início da guerra, em 1992.

Com a ascensão de Abdel-Aziz Bouteflika à presidência, esperava-se obter a paz e a melhoria econômica do país. Apesar da aparente democracia, a Argélia continuou sendo governada por uma ditadura militar. Bouteflika venceu as eleições presidenciais de 2003 com 85% dos votos.

Em outubro de 2005, os argelinos aprovaram, através de um plebiscito patrocinado por Bouteflika, o Alvará de Paz e Reconciliação Nacional, que concede anistia a todos funcionários militares islâmicos envolvidos na guerra civil.