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26/7/1847
Libéria torna-se a primeira república da África

A primeira república africana, Libéria, foi fundada em 1822, como resultado dos esforços da Sociedade Americana de Colonização para enviar os escravos africanos libertos na América. Em 40 anos, cerca de 12 mil escravos foram enviados para lá. Originalmente chamada Monróvia, a colônia passou a se chamar República da Líbéria, após sua independência, em 1847.

A população da Libéria é composta por 16 grupos étnicos diferentes. O governo da primeira república da África foi modelado pelos Estados Unidos e Joseph Jenkins Roberts da Virgínia foi eleito o primeiro presidente. A constituição negou os mesmos direitos dos imigrantes americanos e seus descendentes aos nativos liberianos.

Após 1920, um considerável progresso expandiu a população em direção ao interior, um processo que foi promovido pelo estabelecimento de uma ferrovia das Colinas de Bomi até Monróvia, capital do país. Em julho de 1971, em seu sexto mandato de presidente, William V. S. Tubman morreu, sendo sucedido pelo vice-presidente William R. Tolbert, que foi deposto por um golpe militar em abril de 1980, liderado pelo sargento Samuel K. Doe, apoiado pelo governo dos Estados Unidos. O governo de Doe foi caracterizado pela corrupção e brutalidade. Uma rebelião dirigida por Charles Taylor, um antigo assistente de Doe, e pela Frente Nacional Patriótica da Libéria, começou em dezembro de 1989. O presidente foi assassinado no ano seguinte.

A Comunidade Econômica dos Estado da África Ocidental (CEDEAO) negociou com o governo e as facções rebeldes, tentando restaurar a ordem, mas a guerra civil já estava instaurada. Em abril de 1996, a luta entre facções pelo poder militar do país tinha destruído qualquer vestígio de sociedade civil. A guerra terminou em 1997. No mesmo ano, Charles Taylor venceu as eleições presidenciais com 75% dos votos. Taylor apoiou a brutal Frente Unida Revolucionária de Serra Leoa (RUF), na esperança de tomar o governo vizinho e em troca de diamantes, que enriqueceram seu cofre pessoal. Como conseqüência, a ONU impôs sanções ao país.

Em 2002, rebeldes do grupo LURD - Liberianos Unidos para Reconciliação e Democracia - intensificaram os ataques ao governo de Taylor. Em junho de 2003, o LURD e outro grupo rebelde já controlavam dois terços do país. Finalmente, em 11 de agosto, Taylor foi para o exílio na Nigéria. Gyude Bryant, um homem de negócios, foi escolhido pelas várias facções como o novo presidente. De acordo com o New York Times, Taylor fez da Libéria o país mais pobre do mundo.