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28/2/1525
Morre Cuauhtémoc, último imperador asteca

Cuauhtémoc tornou-se imperador dos Astecas em 1520, após seu pai, Cuitlahuac, morrer em decorrência de uma epidemia de varíola que assolou Tenochtitlán — capital do Império.

Cuauhtémoc, cujo nome na língua asteca significa “águia que tomba”, sempre fora um guerreiro muito respeitado e amado pelos exércitos, tendo sido responsável pelas tropas durante o reinado de seu pai. Quando de sua ascensão ao trono, Tenochtitlán estava sendo sitiada pelos espanhóis e devastada por doenças europeias. Além disso, faltava água potável, pois os aquedutos haviam sido destruídos pelos invasores.

Devido à situação calamitosa, Cuauhtémoc governou de forma absoluta, contrariando as regras da política asteca. O novo imperador continuou a ofensiva iniciada por seu pai, investindo no exército e enviando mensageiros às cidades do Império para pedir ajuda no combate aos invasores espanhóis. Contudo, para grande parte da população asteca, estes eram considerados libertadores ou mesmo enviados do deus Quetzalcoatl, pensamento que dificultou a resistência durante a conquista.

A vitória espanhola em 1521 foi ainda facilitada pela grande superioridade tecnológica dos europeus, que utilizavam armas de fogo e ferro, além da política de alianças que trouxe para o lado espanhol os povos americanos descontentes com a dominação Asteca.

Após a conquista de Tenochtitlán, Cuauhtémoc foi preso, mas permaneceu como imperador para evitar a divisão do Império — o que dificultaria a conquista. Viveu então para ver a destruição da antiga capital e a edificação de uma cidade em moldes europeus (a atual Cidade do México), além da dominação de todo o Império, transformado na Nova Espanha em 1522.

Três anos depois, Hernán Cortéz — então Governador da região — condenou Cuauhtémoc à morte, acusado de liderar uma conspiração contra o domínio espanhol. O ex-imperador foi enforcado na praça principal da Cidade do México.