Que Dia é Hoje?

19/3/1898
Morre João da Cruz e Sousa, poeta brasileiro

Nascido em 24 de novembro de 1861, em Desterro (atual Florianópolis - SC), Cruz e Sousa é um dos mais conhecidos representantes do movimento Simbolista no Brasil.

Apesar de negro e filho de escravos, o poeta teve acesso a educação, fato raro à época. Viveu na província, onde passou tanto por preconceitos, quanto por demonstrações de respeito e admiração, inclusive do estudioso Fritz Müller, que o citou em sua argumentação contra teorias racistas da ciência.

Sousa casou-se e teve quatro filhos, dos quais dois morreram quando ainda era vivo, fato apontado como motivo para a loucura da esposa do poeta.  Cruz e Sousa morreu em 19 de março de 1898 de tuberculose e em flagrante pobreza.

A marcante biografia do autor é frequente fonte de críticos para a explicação de sua obra. Nesse contexto, o fato de ser negro e filho de escravos é assiduamente identificado como a razão de ser de muitos poemas escritos. Tal leitura, no entanto, é considerada limitada por outros estudiosos, que alertam que muitos dos termos repetidamente usados por Cruz e Sousa não podem ser completamente compreendidos sem ser considerados dois ou mais sentidos ao mesmo tempo.

Nas poesias do autor são características costumeiras a presença de aliteração, ou seja, repetição de fonemas idênticos ou parecidos no início de várias palavras ou versos, e a cor branca, traduzida em termos tais quais transparente, brumas, vapores e, também, a religiosidade e o satanismo.