Que Dia é Hoje?

21/8/1989
Morre Raul Seixas

Raul dos Santos Seixas nasceu em Salvador no ano de 1945 e foi um polêmico cantor e compositor brasileiro.

Na infância, ainda na Bahia, ouvia Luiz Gonzaga e músicas "matutas". Seu contato com o Rock aconteceu após a descoberta de Elvis Presley, de quem foi fã. Antes da carreira solo, Raul, fez parte da banda "Os Relâmpagos do Rock", que mais tarde passou a se chamar "The Panters", e por último foi conhecida como "Raulzito e os Panteras".

Em 1967, a banda tentou expandir a carreira gravando um disco e fazendo shows pelo Rio de Janeiro. O álbum, entretanto, foi um fracasso. Após algum tempo, Raul foi contratado pela gravadora CBS (atual Sony Music) para compor e produzir artistas da Jovem Guarda. São de sua autoria composições de grande sucesso na época como "Doce, Doce Amor", gravada por Jerry Adriani. Em 70, o cantor gravou mais um disco, porém, sem autorização da CBS o LP foi retirado das lojas. Somente em 1972, após chegar à final do VII Festival da Canção com as músicas "Let me Sing" e "Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo", Raul alcançou projeção nacional. Em 73, com a música "Ouro de Tolo", que parece debochar da ditadura e do milagre econômico, o cantor faz um estrondoso sucesso.

Ao longo de sua carreira, o músico adquiriu a aura de "messias", de "maluco beleza" principalmente após a parceria com Paulo Coelho, que rendeu canções como "Metamorfose Ambulante" e "Mosca na sopa". Juntamente com o escritor, Raul Seixas, fez parte de uma seita secreta conhecida como Argentum Astrum  e anunciou a sociedade alternativa.

Nos anos 80, porém, sua carreira começa a estagnar principalmente por causa do alcoolismo que agravava as crises de Diabetes. Raul, que se recusava a tomar injeções de insulina, acabou agravando sua saúde até o ponto de retirar metade do pâncreas. As internações para desintoxicação eram constantes, mas não produziam efeito. Somente em 1988, pouco antes de morrer, Raul voltou aos palcos para 50 apresentações pelo Brasil ao lado de Marcelo Nova (com quem gravou seu último LP, "A panela do Diabo").

Em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, Raul Seixas sofreu um ataque cardíaco fulminante. Após sua morte foram lançados diversos discos póstumos e o cantor recebeu um Disco de Ouro que foi entregue à família. Suas composições ainda fazem muito sucesso na própria voz ou em regravações, os fãs afirmam que o estilo descontraído de transmitir mensagens e questionar continua atual.