Que Dia é Hoje?

23/7/1952
O exército toma o poder no Egito, a monarquia seria abolida no ano seguinte
A idade de ouro do Egito coincide com o 18ª e 19ª dinastias (séculos XVI e XIII a.C.), durante as quais o império foi estabelecido.

A Pérsia conquistou o Egito em 525 a.C. Alexandre, o Grande ocupou o Egito em 332 a.C., e então, a dinastia Ptolomeu governou a região até os anos 30 da era cristã, quando Cleópatra, a última da linha, cometeu suicídio e o Egito tornou-se parte do Império Romano. Califas árabes governaram o Egito de 641 até 1517, quando os turcos anexaram o país ao Império Otomano.

O exército de Napoleão ocupou o país de 1798 a 1801. Em 1805, Mohammed Ali, líder dos soldados albaneses, tornou-se paxá egípcio. Após a conclusão do Canal do Suez, em 1869, franceses e britânicos aumentaram seu interesse pelo Egito. Tropas britânicas ocuparam o território em 1882 e os agentes britânicos tornaram-se os verdadeiros administradores, embora o país permanecesse sob soberania turca.

Em 1914, o Egito tornou-se protetorado britânico. Nacionalistas egípcios, liderados por Zaghlul Pasha e pelo partido Wafd forçaram a Grã Bretanha a sair do país, que tornou-se um estado soberano independente com Ahmad Fuad como rei, em 28 de fevereiro de 1922.

Em 1936, através da aliança Anglo-Egípcio, todas as tropas e oficiais britânicos foram retirados do país, exceto do Canal do Suez. Quando começou a Segunda Guerra Mundial, o Egito permaneceu neutro. As tensões aumentaram entre o partido Wafd e a monarquia e, em 1952, o exército, liderado pelo general Mohammed Naguib tomou o poder. A monarquia foi abolida e a república proclamada, em 18 de junho de 1953, com Naguib assumindo os cargos de presidente e primeiro-ministro.

Ele renunciou ao cargo de primeiro-ministro, em 1954, a favor de Gamal Abdel Nasser, líder da junta militar. Nasser também assumiu a presidência em 1956. No mesmo ano os EUA e a Grã Bretanha retiraram suas promessas de ajuda financeira para a construção da Aswan High Dam. Em resposta, Nasser nacionalizou o Canal do Suez e expulsou os funcionários da embaixada britânica.

A União Soviética, então, concordou em financiar a represa, o que aumentaria sua influência sobre Egito. Israel, barrada no Canal do Suez e provocada pelos ataques terroristas, invadiu a Faixa de Gaza e a Península do Sinai. Grã Bretanha e França, depois de exigirem que o Egito deixasse a área do Canal, atacaram o país, em outubro de 1956.

Forças de emergência da ONU ocuparam o a zona do Canal e as tropas internacionais deixaram o território na primavera de 1957. Entre 1956 e 1961, Egito e Síria uniram-se e formaram um único país chamado República Unida Árabe. Em 1967, tensões na fronteira do Egito com Israel levaram à Guerra dos Seis Dias.

Em 5 de junho, Israel lançou ataques aéreos contra o país e, em alguns dias, anexou a Península do Sinai, Jerusalém e as Colinas de Golã. O cessar-fogo da ONU, no dia 10 de junho, salvou os árabes de uma completa derrota. Em setembro de 1970, Nasser morreu devido a um ataque do coração. Anwar el-Sadat tornou-se o novo presidente.

Em julho de 1972, Sadat ordenou a expulsão dos soviéticos do Egito, pois a Rússia não tinha fornecido armas sofisticadas necessárias para retomar os territórios perdidos para Israel em 1967. A quarta guerra árabe-israelense eclodiu em outubro de 1973, durante o feriado Judeu do Yom Kippur. Os egípcios penetraram no Sinai, enquanto a Síria esforçava-se para tirar Israel das Colinas de Golã.

Uma trégua patrocinada pela ONU foi aceita em outubro. Em janeiro de 1974, ambos os lados foram a favor de um acordo proposto pelos americanos que daria ao Egito uma faixa ao longo do Canal do Suez. Em junho, Richard Nixon fez a primeira visita de um presidente americano ao Egito e as relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas.

O Canal do Suez foi reaberto em junho de 1975. No mais audacioso ato de sua carreira, Sadat foi a Jerusalém, a convite do primeiro-ministro israelense, Menachem Begin, em novembro de 1977, para discutir um acordo de paz permanente. O mundo árabe reagiu com fúria. Egito e Israel assinaram um Tratado de Paz em março de 1979. O pacto terminou com 30 anos de guerra e estabeleceu relações comerciais e diplomáticas entre os dois países.

Em 6 de outubro de 1981, Sadat foi assassinado por extremistas muçulmanos, em Cairo. O vice Hosni Mubarak assumiu a presidência. A Península do Sinai retornou completamente ao controle egípcio em abril de 1982. A invasão de Israel ao Líbano, em junho, esfriou as relações entre Israel e Egito, mas não dissolveu o tratado de paz.

Em 1997, um ataque terrorista matou 70 turistas estrangeiros. Durante a década de 1990, cerca de 26 mil militantes islâmicos foram aprisionados e muitos foram executados. Ao menos 90 pessoas morreram em uma série de explosões em um famoso Resort no Mar Vermelho, em julho de 2005. No mesmo ano, ocorreram as primeiras eleições multipartidárias da história do Egito. Em setembro Mubarak foi reeleito com 88,6% dos votos.