Que Dia é Hoje?

6/8/1997
Primeiro encontro, em 76 anos, entre um líder britânico e um aliado do IRA.

Exército Republicano Irlandês (IRA), organização nacionalista que luta pela integração da Irlanda como uma unidade independente: organizado por Michael Collins, um dos rebeldes da Rebelião de Páscoa, o IRA tornou-se um braço militar do Partido de Sinn Féin.

A organização foi responsável por numerosos ataques a bomba e batalhas de rua. A princípio popular e eficiente, sua condição mudou depois que Eamon de Valera, um antigo defensor do IRA, tomou posse do governo do Estado Livre, em 1932. Enfraquecida por disputas internas, pela perda de apoio popular devido à sua violência, pelo apoio aos alemães durante a Segunda Guerra e por medidas do governo contra suas atividades ilegais, a organização entrou em decadência.

O IRA tornou-se uma organização secreta. Continuou realizando ataques a bomba em Londres, Belfast e Ulster, durante os anos 1950. Em 1969, a organização dividiu-se em dois grupos: de um lado os defensores da união socialista da Irlanda e do outro, os que defendiam o terrorismo como um catalisador necessário para a unificação, iniciando um sistemático terrorismo na Irlanda do Norte. Em 1972, os ataques chegaram a Inglaterra, onde, em 1974, um bombardeio em uma cervejaria matou 19 pessoas. Em resposta, o parlamento britânico aprovou a Prevenção de Atos Terroristas.

Em 1994, as esperanças de paz foram acesas quando o IRA declarou um cessar-fogo. Em 1995, começaram as conversas com a Grã Bretanha, mas um ataque a bomba interrompeu as negociações. Após mais um anúncio de cessar-fogo, em abril de 1997, Sinn Féin foi convidado a participar de uma conversa que resultou em um acordo que estabeleceu uma nova Assembléia na Irlanda do Norte composta por protestantes e católicos. A completa implementação do acordo foi impedida durante vários meses devido às discussões sobre o desarmamento do IRA, mas representantes de Sinn Féin participaram no novo governo da Irlanda do Norte, estabelecido em dezembro de 1999.

Mas, diante de uma recusa do IRA em se desarmar, a Grã Bretanha suspendeu o novo governo em 2000 e novamente em 2001. Em outubro do mesmo ano, a organização começou a se desarmar. Um número de incidentes em 2002 que indicavam que o IRA não havia abandonado as atividades paramilitares, levou a mais uma suspensão de sua autonomia.

Mais recentemente, o IRA foi acusado de envolvimento na organização de atividades criminais, tais como assaltos a banco, extorsões, contrabandos e falsificações. Em julho de 2005, o IRA anunciou o fim da campanha armada, sendo saudado pelos governos britânico e irlandês.