Que Dia é Hoje?

23/7/1997
Slobodan Milosevic torna-se presidente da República Federal da Iugoslávia.
Slobodan Milosevic, líder político sérvio. Milosevic entrou para o partido Comunista com 18 anos. Estudou direito na Universidade de Belgrado e tornou-se um bem-sucedido homem de negócios e banqueiro.

Em 1984, tornou-se o chefe do Partido Comunista em Belgrado e rapidamente adotou um estilo populista, desafiando os mais altos líderes do país. Em 1987, tomou posse como líder do Partido Comunista Sérvio e desafiou o governo federal da Iugoslávia, liderando o controle sérvio nas províncias de Kosovo e Vojvodina. Tornou-se presidente da Sérvia em 1989. Como presidente, opôs-se às reformas políticas e econômicas, desafiando as eleições multipartidárias e os federalistas moderados. Suas ações aumentaram as tensões, que levaram à ruptura da República Iugoslava.

Milosevic apoiou os rebeldes sérvios durante os três anos da guerra civil contra a Bósnia. Sofrendo com crises econômicas e os efeitos das sanções, ele assinou um acordo de paz em 1995, terminando com a guerra civil na Bósnia. Ele tornou-se presidente da nova República Federal da Iugoslávia, constituída por Sérvia e Montenegro, em 1997.

A violência étnica e a inquietação continuaram e, em 1998, na província albanesa de Kosovo, um período de desobediência civil contra o governo sérvio abriu caminho para a guerrilha armada. Em março de 1999, devido a seguidas repressões às etnias albanesas e o colapso nas negociações entre separatistas e sérvios, a OTAN começou a bombardear alvos militares na Iugoslávia e milhares de albaneses foram forçados, pelas tropas iugoslavas, a abandonar Kosovo.

Em junho, Milosevic concordou em se retirar de Kosovo e forças de paz da OTAN entraram na região. Entretanto, Montenegro buscou aumentar sua autonomia dentro da federação. Durante o verão de 2002, Milosevic convocou eleições, esperando reforçar sua imagem democrática.

O resultado não foi o esperado e o candidato da oposição, Vojislav Kostunica, venceu as eleições. Inicialmente, Milosevic recusou-se a reconhecer a vitória de Kostunica, mas renunciou após milhares de sérvios tomarem as ruas, em um protesto não violento, pedindo o fim de seus 13 anos de governo. Em abril de 2001, Milosevic foi detido em sua casa, em Belgrado, acusado de corrupção. Ele também foi acusado de cometer crimes contra a humanidade na Croácia e em Kosovo.

Em novembro, o tribunal de crimes de guerra da ONU acusou Milosevic de genocídio. Seu julgamento começou em 2002. O ex-presidente não chegou a ser sentenciado, foi encontrado morto em sua cela em março de 2006.